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Mercado global de usinas de biogás deve superar US$ 8 bilhões até 2030

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Responsabilidade editorial: Biometano News

Mercado global de usinas de biogás deve superar US$ 8 bilhões até 2030




O mercado global de usinas de biogás deve ultrapassar US$ 8 bilhões até 2030, impulsionado pela busca por fontes renováveis de energia, pelo avanço de tecnologias de aproveitamento de resíduos e pelo fortalecimento de políticas ambientais. 

O setor ganha relevância diante da necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, ampliar a segurança energética e promover soluções sustentáveis para a destinação de resíduos orgânicos.

As usinas de biogás transformam materiais como resíduos agropecuários, restos de alimentos, efluentes industriais e lodo de esgoto em energia por meio da digestão anaeróbica, processo biológico que ocorre na ausência de oxigênio. 

O gás produzido pode ser utilizado para gerar eletricidade e calor ou passar por purificação para a obtenção de biometano, combustível renovável que pode substituir fontes fósseis em diferentes aplicações.

Mercado em expansão e oportunidades de investimento


A projeção de superar US$ 8 bilhões até 2030 coloca as usinas de biogás entre os segmentos em expansão da indústria de energia renovável, destaca estudo da The Business Research Company’s (acesse aqui). 


O setor integra o mercado de eletricidade gerada a partir de biomassa, estimado em quase US$ 79 bilhões para o mesmo ano, no qual deverá representar cerca de 10%. 

Em comparação com a indústria global de serviços de utilidade pública, avaliada em aproximadamente US$ 9,379 trilhões até 2030, a participação das usinas de biogás ainda será pequena, mas com potencial de crescimento.

Esse cenário abre oportunidades para empresas de engenharia, fabricantes de equipamentos, desenvolvedores de projetos e investidores interessados em infraestrutura sustentável. 

A valorização da economia circular também favorece o setor, uma vez que permite transformar passivos ambientais em recursos energéticos e produtos com valor comercial.
Tecnologia e competitividade

O ambiente competitivo reúne grandes empresas de infraestrutura e energia renovável, além de companhias especializadas em soluções para produção e tratamento de biogás. 

A busca por maior eficiência tem estimulado investimentos em digestão anaeróbica, purificação do gás, automação industrial e monitoramento digital das operações.

O desempenho econômico das usinas depende de fatores como disponibilidade e custo da matéria-prima, escala de produção, eficiência dos equipamentos e acesso à infraestrutura de distribuição de energia. 

O cumprimento das normas ambientais e de gestão de resíduos também é fundamental para a viabilidade dos empreendimentos.

Outro diferencial está no aproveitamento dos subprodutos do processo. 

O digestato, material resultante da biodigestão, pode ter aplicação agrícola quando atende aos requisitos técnicos e ambientais, ampliando as possibilidades de geração de valor.

Ásia-Pacífico lidera as perspectivas de crescimento

A região da Ásia-Pacífico deverá se destacar na expansão do mercado, com previsão de alcançar US$ 2,8 bilhões em 2030, ante US$ 1,6 bilhão em 2025. 

A estimativa corresponde a uma taxa de crescimento anual composta de aproximadamente 11%.

Entre os principais fatores estão o maior aproveitamento de resíduos orgânicos, os incentivos governamentais à economia circular, os investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos e a busca por alternativas aos combustíveis fósseis.

Perspectivas para os próximos anos

A tendência é que o mercado de usinas de biogás avance à medida que tecnologias mais eficientes, políticas de descarbonização e modelos de negócio sustentáveis ampliem a atratividade dos projetos.

A integração entre produção de energia, tratamento de resíduos e geração de biometano poderá fortalecer o papel dessa fonte na matriz energética.

Nesse contexto, o biogás deixa de ser apenas uma alternativa para a destinação de resíduos e passa a integrar estratégias de desenvolvimento econômico e transição energética. 

O ritmo de expansão, porém, dependerá da capacidade de reduzir custos, atrair investimentos e garantir condições regulatórias favoráveis à implantação e operação das usinas.

Publicado originalmente em biometanonews.blogspot.com