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Preço e logística ainda dificultam expansão do biometano no Brasil, aponta BNDES

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Responsabilidade editorial: Biometano News

Preço e logística ainda dificultam expansão do biometano no Brasil, aponta BNDES
A expansão do mercado de biometano no Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à formação de preços e à logística de comercialização do combustível. 





A avaliação foi apresentada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira (28), destaca o portal Megawhat.

Segundo Luiz Marcelo Martins Almeida, gerente de análise de projetos do BNDES nas áreas de gás, petróleo, navegação e descarbonização, o mercado ainda não possui um preço de referência consolidado para o biometano. 

Entre os fatores que dificultam essa definição estão a diversidade das fontes de biogás, a localização dos projetos e os diferentes modelos de contratos firmados entre produtores e consumidores.

O biogás utilizado para a produção do combustível pode ter origem, por exemplo, em aterros sanitários e agroindústrias, que apresentam custos de matéria-prima e características logísticas diferentes.

Além disso, contratos atualmente negociados adotam referências distintas, incluindo índices de inflação e dólar.

O BNDES chegou a avaliar a possibilidade de utilizar os preços do gás natural destinados a consumidores de médio porte como uma referência. 

A alternativa, porém, encontra dificuldades diante da diversidade dos contratos existentes e das condições específicas de cada operação.

Outro obstáculo apontado pelo banco é a logística. Atualmente, os financiamentos de projetos consideram a comercialização física da molécula de biometano. 

O Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) pode ampliar as possibilidades de negociação ao permitir a comercialização virtual da produção, mesmo quando o combustível é fisicamente injetado ou retirado em pontos diferentes da rede.

O BNDES informou que, nos últimos quatro anos, financiou ou está em processo de financiamento de cerca de 24 projetos de biometano, que somam aproximadamente R$ 3,5 bilhões em financiamentos. 

Os empreendimentos representam uma produção prevista superior a 1,5 milhão de metros cúbicos por dia em 2027.

Para o banco, a criação de mecanismos que facilitem a comercialização e deem maior previsibilidade ao mercado será importante para ampliar a participação do biometano na matriz energética brasileira.

Imagem ilustrativa
Crédito: Agência Brasil 




Publicado originalmente em biometanonews.blogspot.com