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Toledo, no Paraná, foca produção de biometano a partir de dejetos da suinocultura

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Responsabilidade editorial: Biometano News

Toledo, no Paraná, foca produção de biometano a partir de dejetos da suinocultura



O município de Toledo, no Paraná, avalia as demandas de biometano e o potencial de geração de matéria-prima para a produção do gás renovável a partir, principalmente, de dejetos da suinocultura. 

O assunto foi tem de reunião em 21 de stembro na Prefeitura de Toledo com o prefeito Mario Costernaro e representantes da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Paraná. 

Segundo nota da Prefeitura, as informações levantadas devem contribuir para avaliar a viabilidade de investimentos da Compagas no município, incluindo a implantação de dutos subterrâneos para interligar produtores de biometano a consumidores. 

Entre os possíveis usuários estão indústrias de grande porte e empresas dos setores de transporte e logística.

O secretário da Agricultura e Proteína Animal, Luiz Carlos Bombardelli, explicou que uma empresa produtora de biometano deverá se instalar em Toledo e que já existem empresas interessadas em utilizar o combustível, o que poderia assegurar demanda para parte significativa da produção. “A reunião foi importante e aconteceu no sentido de buscar consumidores para que se viabilize esse empreendimento”, destacou Bombardelli.

O diretor-presidente da Compagas, Eudis Furtado Filho, avaliou que a produção de biometano a partir dos dejetos da suinocultura representa uma oportunidade de transformar um passivo ambiental em fonte de energia. 

Segundo ele, o combustível apresenta redução significativa nas emissões quando comparado ao óleo diesel.

“O biometano, quando comparado com o diesel, reduz as emissões de CO₂ [dióxido de carbono ou gás carbônico] em cerca de 95%. E, quando se compara o material particulado, também há uma redução de mais de 85% daquela fuligem proporcionada pela queima do diesel”, comparou.

“Quando falamos em inserir o biometano, que seria produzido localmente através do dejeto suíno, que é abundante aqui em Toledo e na região, e transformar isso em um combustível que possa abastecer a própria frota, reduzindo o custo e descarbonizando, vemos isso como uma solução muito valiosa para o município e para a região”, ressaltou.

A reunião também teve participação do gerente de Estratégia da Compagas, Guilherme Bedene; e da diretora de Desenvolvimento Agropecuário e Abastecimento da Smap, Daliana Uemura.

Publicado originalmente em biometanonews.blogspot.com